Formações realizadas pelo Instituto Paulista de Cidades e Identidades Culturais, com apoio do ProAC, revelam avanços técnicos e artísticos na região
As oficinas do projeto Artesanato e Cooperação, realizadas pelo Instituto Paulista de Cidades e Identidades Culturais (Ipcic) com apoio do ProAC, reuniram artesãos de diferentes municípios da região em uma formação que ampliou repertórios, estimulou novas abordagens criativas e fortaleceu a produção local. Conduzidas por Fabíola Xavier, Guilherme Braga e Carla Petenusci, as atividades apresentaram caminhos para criação, identidade cultural, organização produtiva e gestão.
Para Fabíola Xavier, os encontros deixaram impressões profundas. “Participar das oficinas foi uma alegria imensa para mim. Senti que estava exatamente onde deveria estar, compartilhando aquilo que acredito”, afirma. Ela destaca que o envolvimento dos participantes marcou toda a experiência. “O que mais me tocou foi perceber a alegria e a motivação crescendo encontro após encontro. Eu via nos olhos deles a vontade de começar um novo capítulo.”
Fabíola também observou mudanças claras ao longo do percurso. “Primeiro, no olhar. Eles começaram a ver o próprio trabalho com mais respeito e valor. Depois, na postura. Havia um brilho novo, uma energia que crescia”, relata. Para ela, iniciativas como essa têm impacto direto no futuro do setor. “Formações assim abrem caminhos. São sementes que despertam pertencimento e autoestima.”
Guilherme Braga, responsável por uma das oficinas, trabalhou referências, repertórios e bases do processo criativo no artesanato contemporâneo. Para ele, a troca com o grupo foi enriquecedora. “A possibilidade de compartilhar conhecimentos com tantas artesãs e artesãos da grande Ribeirão foi incrível”, afirma. O engajamento dos participantes chamou sua atenção. “O encantamento estava no olhar. Era visível em cada pergunta.”
Mesmo acompanhando parte do ciclo, Guilherme notou avanço consistente. “Percebi evolução nos trabalhos apresentados. As discussões foram se tornando mais especializadas”, analisa. Ele reforça que esse tipo de formação é essencial para suprir uma lacuna histórica. “Há uma ausência estrutural na formação para o trabalho artesanal no Brasil. Uma formação como essa se torna um divisor de águas.”
Na oficina de gestão e organização produtiva, Carla Petenusci trouxe conteúdos voltados a planejamento, precificação e estratégias de mercado. “Foi uma oportunidade incrível de compartilhar conhecimento”, afirma. Para ela, a postura dos grupos foi decisiva. “O que mais me marcou foi a disposição de todos.”
Carla também percebeu avanços amplos. “Houve crescimento criativo e também de gestão na produção”, destaca. Para ela, o projeto representa um ponto importante para o setor na região. “Acredito que foi um impulso significativo. Valoriza o artista local, evidencia a capacidade criativa e abre possibilidades de negócios sustentáveis.”
As três oficinas reforçam a proposta do Ipcic de fortalecer a criação artesanal e promover novas oportunidades para quem vive do fazer manual. A partir de olhares distintos, os oficineiros evidenciaram o potencial da região e os caminhos para ampliar identidade, autonomia e reconhecimento.






