Oficinas do projeto de Artesanato e Cooperação se encerram em Cravinhos

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Etapa formativa reuniu artesãos de 34 municípios e abre caminho para as feiras culturais itinerantes da região

A Rede de Cooperação do Artesanato da Região Metropolitana de Ribeirão Preto concluiu, em Cravinhos, a etapa de formações que reuniu artesãos de 34 municípios. O último encontro, realizado no sábado, 8 de novembro, encerrou um ciclo de oficinas voltadas ao aprimoramento técnico e à valorização do trabalho manual, abrindo caminho para a próxima fase de feiras e exposições culturais.

Com o tema “Planejar para conquistar”, a oficina final apresentou conceitos de gestão, precificação e marketing com propósito, conduzidos pela professora e designer Carla Petenusci Lemes. O conteúdo mostrou como o artesanato pode ser estruturado como um negócio sólido e sustentável, sem perder a essência criativa. Foram abordados temas como valor agregado, diferencial do produto, narrativa autoral e presença digital, com exemplos inspiradores de artesãos brasileiros que transformaram suas marcas a partir da organização e do planejamento.

Durante a formação, os participantes também conheceram estratégias simples e acessíveis de comunicação, desde o uso de redes sociais até parcerias locais e feiras colaborativas. A proposta foi mostrar que o marketing no artesanato pode ser feito com autenticidade, destacando histórias, processos e o cuidado presente em cada peça.

Para Amanda Bonini, coordenadora do núcleo de Nuporanga, acompanhar o desenvolvimento das oficinas foi ver o projeto ganhar vida. “Ver o Ipcic colocar em prática uma ação que atinge diretamente os beneficiários é muito positivo. Foi possível observar a valorização profissional dos artesãos e perceber o quanto o posicionamento em rede e digitalmente os coloca em novos espaços de oportunidade”, contou. Ela também destacou o papel das próximas feiras como vitrines para o trabalho dos participantes. “As feiras culturais demonstram o resultado da pesquisa e a riqueza do artesanato regional. É uma forma de abrir portas e dar visibilidade ao talento dessas pessoas”, completou.

Em Batatais, a coordenadora Ana Laura Pantoni ressaltou que o projeto revelou a diversidade e o valor cultural da região. “Descobrimos técnicas ancestrais, tradições familiares e talentos escondidos que floresceram durante o processo. As oficinas foram espaços de aprendizado e escuta, onde cada artesão pôde aprimorar sua produção, entender seu valor e fortalecer a autoestima”, disse. Segundo ela, a evolução foi visível. “A lapidação das peças, o acabamento e a consciência do valor do trabalho cresceram muito. Cada participante conseguiu dar um passo adiante.”

As falas dos artesãos também refletem o impacto da formação. Álvaro Vieira, de Santo Antônio da Alegria, destacou o caráter transformador e profissional do projeto. “Participar das oficinas foi um incentivo novo em um trabalho que já vem de muitos anos. Quando você entra em contato com pessoas que têm trabalhos muito bonitos, sempre aprende algo novo. E o mais importante é que não veio como assistencialismo, mas como uma oportunidade real de trabalho”, afirmou.

A artesã Andrea Vendresqui, de Batatais, contou que a experiência trouxe novas formas de enxergar o próprio processo criativo. “Aprendi novas formas de criação, entendi melhor a precificação e confirmei a importância do meu fazer. Foi uma troca muito rica”, disse. Já Tatiane Cristina Rosa destacou o aprendizado sobre a valorização da história e do processo de produção. “As oficinas ajudaram a compreender a importância da narrativa e da origem do meu produto, além de reforçar o trabalho em rede e as possibilidades de cooperação”, comentou.

O encerramento das oficinas em Cravinhos simboliza o fim de uma etapa e o início de outra. A partir de agora, o foco se volta para as feiras culturais itinerantes, que irão circular pelos 34 municípios participantes, reunindo as produções criadas e aprimoradas durante o período formativo. Mais do que uma vitrine, as feiras serão espaços de encontro, troca e reconhecimento, fortalecendo o artesanato como expressão cultural e fonte de renda na região.

Cada fio, cada cor e cada história revelam o caminho coletivo construído ao longo dessas formações. O projeto segue agora com o mesmo propósito: valorizar o fazer manual, promover o pertencimento e fortalecer os laços entre arte, cultura e território.

Sobre o Ipcic

O Instituto Paulista de Cidades e Identidades Culturais (Ipcic) atua na criação e gestão de projetos voltados à cultura, sustentabilidade e economia criativa. O Instituto desenvolve ações que fortalecem territórios, valorizam saberes locais e estimulam a integração entre arte, cultura e desenvolvimento social em todo o Estado de São Paulo.

Saiba mais em www.portalc.com.br e acompanhe o Instituto no Instagram @ipcic.oficial. 

Assessoria de Imprensa 

Maria Vitória Trintim 

Telefone/WhatsApp: (16) 99238-7248 

E-mail: maria.ctrintim@gmail.com

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